Salvador impressiona. Não só pelos monumentos grandiosos (dar de cara com o Elevador Lacerda, depois de dobrar a av. Contorno, é sempre impressionante), mas pela imensidão da cidade. Atrás da orla esconde-se um emaranhado de ruas e avenidas, quase sempre congestionadas, que levam ao novo pólo comercial, o bairro do Iguatemi.
A av. Paralela, que liga o aeroporto a esse centro de negócios, dá sinais de uma grande valorização que deve culminar com a inauguração de um shopping em 2009. Se por um lado a cidade cresce, por outro vive uma indefinição. O Pelourinho e arredores mostram sinais de descaso e abandono. A abertura de dois espaços culturais – o Espaço Unibanco de Cinema e o Cultural da Barroquinha – promete dar novo fôlego à região. Pelo menos as rezas e mandingas aos santos e orixás continuam fortes – essas jamais caem em desuso na capital mais sincrética do país.
Hotéis:
A praia de Stella Maris é o endereço de duas boas novidades: o Catussaba Business, bem estruturado para quem vem a negócios, e o Gran Hotel Stella Maris, o primeiro resort da cidade com diárias que incluem todas as refeições. No Rio Vermelho, a novidade é o Zank Boutique Hotel, o mais charmoso fora do centro histórico. A liberação para a instalação de um Hilton num prédio histórico, em frente ao Mercado Modelo, é a polêmica do ano: será outro monumento de Salvador, bem ao lado do Elevador Lacerda? Resta esperar por 2010.
Restaurantes:
Salvador vive uma intensa invasão gastronômica. Só do Recife, vieram duas redes conhecidas, Buongustaio e Ferreiro, mais o chef estrelado Douglas Van der Ley, do É, que idealizou o cardápio do novíssimo Porto Gourmet. Do sul, bons ventos trouxeram a churrascaria-rodízio Fogo de Chão, que já chega estrelada. A rede contabiliza, agora, cinco endereços premiados no Brasil pelas boas carnes. Entre a prata da casa também ocorreram algumas mudanças, como a bem-vinda reforma do Soho, assinada por Sig Bergamin. O novo ambiente consolidou o restaurante como o mais bonito da capital baiana.
Bares:
Quase nenhuma outra cidade tem bares tão animados. Já pensou em sair para tomar uma cerveja e ser recebido com um banho de folhas para “limpar a alma”? Isso acontece todas as segundas-feiras, único dia da semana em que o Pimentinha abre as portas (ou seriam seus caminhos?). E que tal um bar onde não é permitido beijar na boca? Pois não venha ao Piauí se estiver com segundas intenções. O nome dos petiscos pode até soar estranho, mas difícil quem não peça repeteco depois de provar a lambreta do Don Papito e o carapicu frito, com cabeça e tudo, do Boca de Galinha.
Praias:
A orla da cidade não é lá essas coisas. As praias costumam ser sujas e até perigosas – não é uma boa idéia caminhar nem ficar de bobeira na areia depois das 18h. Na praia mais central, Porto da Barra, todas as tribos se misturam. Nos dias mais quentes, os barraqueiros que alugam cadeiras enchem regadores com água do mar para refrescar os pés dos turistas. Mais ao norte, vale conhecer Itapuã, com seu farol, e a famosa Rua K. Em seguida estão Stella Maris, com ondas fortes para surfe nos fundos do condomínio Pedra do Sal, e Flamengo, a mais limpa. No trecho conhecido como por Aleluia fica a Barrada do Lôro, a mais querida da cidade.
















