Capital do país de mesmo nome, com 79 mil habitantes, Luxemburgo é a cidade das pontes. Cercada por vales que possuem os nomes dos rios que os cruzam -Pétrusse e Alzette- e sendo circundada por um grande muro, que, no passado, serviu de defesa contra os invasores, em 1994, a cidade entrou na seleta lista da Unesco, como Patrimônio Mundial.
Luxemburgo é mais do que a capital. Como país, duas áreas distritais se distinguem: o norte, Ösling - que pertence ao planalto de Ardennes e o sul, Gutland - que tem um clima mais suave e um solo mais fértil.
Do ponto de vista turístico, o território do país é dividido, apesar do diminuto tamanho, em cinco regiões: Luxemburgo, a capital; região e planalto de Ardennes; região rochosa de Müllerthal (apelidada de “pequena Suíça”); vinhedos do rio Moselle e a região industrial de Terres Rouges (a 20 quilômetros da capital). A natureza exuberante não deixa por menos, com destaque para a região vinícola do vale do rio Moselle; e seus refinados vinhos. Tudo é absolutamente perto e em pouco tempo você pode conhecer muito.
O clima é temperado, sem extremos, que ficam em torno de 1°C no inverno e 18°C no verão, graças à sua distância do mar.
Caminhe pela cidade, sinta seu ar elegante, aprecie a vista de cima dos penhascos. Luxemburgo pode acabar se revelando uma curiosa surpresa.
Em Luxemburgo, quase tudo pode ser percorrido a pé. Ônibus, só para distâncias maiores, como o trajeto hotel-estação de trem, por exemplo. O transporte funciona até a meia-noite e a passagem fica à venda nas máquinas em frente às paradas.
A praça Place Guillaume II e a Place d’Armes são os pontos de referência do centro histórico, que é envolto por uma muralha que parece segurá-lo no alto - útil proteção contra invasores no passado. Separado do resto da cidade por dois grandes vales, o centro é, na verdade, uma ilha da qual saem várias pontes - sendo a Pont Adolphe a mais bonita.
Luxemburgo é passagem freqüente entre Bélgica e Alemanha, ou então entre Paris e o oeste alemão. Trens ligam a capital a destinos internacionais e a algumas cidades do interior. O país é minúsculo e as viagens curtíssimas. O ônibus é a alternativa para se aventurar nas cidades pequenas. Existe um ticket especial válido para todo o território entre o dia da compra até as 8h da manhã do dia seguinte.
Com uma população aproximada de 450 mil habitantes e cerca de 1/3 de sua área coberta de florestas, como na região de Ardennes (Ardenas, em português), Luxemburgo é o menor país-membro da União Européia. Espremido entre Bélgica, Alemanha e França, é um lugar bucólico e convidativo (principalmente para os apreciadores de vinho), que poucos viajantes de fato conhecem.
Os restaurantes são caros e há bastante da cozinha internacional, principalmente francesa. Existem várias opções na Place d’Armes. Não espere gastar pouco nem mesmo por uma pizza.
A alternativa pode ser um lanche rápido nas diversas confeitarias e padarias das ruas do centro histórico. Outra opção é fazer compras num supermercado: há um em frente à estação de trem e outros na Avenue de la Liberté e na Avenue de la Gare.
Explorar as atrações de Luxemburgo significa essencialmente caminhar pelo centro histórico e deparar-se com prédios históricos e vistas espetaculares a partir de pontes e mirantes. Repare nas ruínas da fortaleza que aqui existia, espalhadas por diferentes cantos da cidade. A Wenzell Walk é um caminho sinalizado pelas ruas para facilitar. E o Chemin de la Corniche nos leva às ruínas. Se preferir, de março a novembro há um ônibus que sai da Place de la Constitution às 14h15 para uma visita guiada, que dura duas horas e meia. No resto do ano, somente aos sábados.
Place de la Constitution (Praça da Constituição) - Por ficar exatamente em uma ponta da muralha que cerca a cidade, tem uma belíssima vista do vale do rio Pétrusse. No meio dela há um monumento de 1923 em homenagem aos soldados que morreram na Primeira Guerra Mundial.
Citadelle Du St. Esprit (Cidadela do Espírito Santo) - Na ponta sul da cidade murada. Bom local para relaxar sentado em um banquinho com a bela vista dos vales à sua frente, onde os dois rios se encontram.
Palace Grand Ducale - Construção em estilo renascentista, cujas partes mais antigas datam de 1572. É uma atração tipo “estive-na-frente”, uma vez que não é permitida a entrada. Rua Um Ale Kiirfech.
Stadhuis ou Hôtel de Ville (Prefeitura) - Prédio construído entre 1830 e 1838 em estilo neoclássico, onde ficava antigamente um convento franciscano. Em frente à prefeitura fica a estátua de Wilhelm I montando seu cavalo. Fica na Place Guillaume II.
Casamatas, Criptas Arqueológicas e Ruínas da Fortaleza - Para entender o significado dessas três importantes atrações, é preciso conhecer um pouco da história de Luxemburgo, voltando à era romana. Perto de onde hoje é o Palácio Grand Ducale, passavam duas importantes estradas romanas e, por isso, no século 4, uma torre de observação fora ali construída. No século 10, dada a importância do local - conhecido como o promontório de Bock - uma fortaleza foi erguida sob o nome de Luciilinburhuc.
Ao longo dos séculos ela foi estendida, ganhou mais torres, galerias, bastiões… para, finalmente, no século 17, tornar-se uma das fortalezas mais poderosas da Europa. Assim, ganhou o apelido de “Gibraltar do Norte”. As ruínas disso tudo, incluindo os 23 km de casamatas (galerias subterrâneas), são o que há hoje. As Casamatas Bock abrem de março a outubro, das 10h às 17h (com entrada paga) e incluem as criptas. As Casamatas Petrusse, construídas no século 17, abrem nas férias escolares de segunda a domingo, das 11h às 16h (entrada paga). As Ruínas da fortaleza se vêem por toda parte no promontório.
















1
Michel
06/02/2009 at 5:07 pm
Nossa Luxemburgo e realmente linda, belo post Rachel!
Adorei as Tabs de informações também…ai q inveja hehe
Bjs
Bye